Operadora contrata solução da PromonLogicalis e se prepara para o IPv6

Cenário

Com o esgotamento dos endereços IPv4 e a crescente quantidade de dispositivos conectados à Internet, empresas e governo já iniciaram seus projetos de adoção do novo protocolo de redes. Assim, a adoção do IPv6, versão atual e sucessor do IPv4, se torna indispensável, pois o novo protocolo possui uma quantidade maior de bits para endereçamento.

Um dos primeiros setores a pensar nessa atualização e iniciar seus investimentos foi o de telecomunicações, que precisam de endereços disponíveis para a continuidade do seu negócio. Além disso, a Anatel passou a exigir a homologação de equipamentos que contemplem o novo protocolo de endereçamento na Internet, visando a acelerar a migração para IPv6 nas redes de telecomunicações do País.

Pensando nisso, uma das maiores operadoras de telecomunicações do Brasil contratou a PromonLogicalis para a implementação do IPv6 no seu acesso banda larga. 

Solução

A solução definida possui duas etapas. A primeira é a delegação de um endereço IPv6 de WAN para o modem do cliente, que é utilizado para a conexão entre o modem e o Backbone da empresa. Nessa etapa, é usada a técnica chamada de Stateless Auto Configuration, ou SLAAC, em que o Backbone é responsável por fornecer um endereço de 64 bits para modem banda larga. A partir daí, o modem do usuário calcula os outros 64 bits e forma o endereço IPv6 completo, com 128 bits de comprimento, gerando um endereço único.

Na segunda etapa, além do endereço da WAN, o Backbone também é responsável por fornecer um bloco de endereços IPv6 válidos na Internet para a LAN do usuário.

O bloco IPv6 fornecido para a LAN vai ser usado em toda sua rede local, pois ao recebe-lo, o modem o usa para endereçar os equipamentos da sua rede interna. Esse bloco de endereços válidos e roteáveis vai possibilitar que um usuário navegue nativamente pela Internet, ou seja, sem passar por técnicas de tradução de endereços privados, conhecidas como NAT. 

O que teve início no final de 2013, contou com um laboratório de homologação para testes antes do projeto ser aplicado em rede real e a ativação do IPv6 na banda larga da operadora. 

Benefícios

Com o projeto, a empresa cresce sua base de assinantes banda larga e corporativo, atende a todos os seus clientes, independentemente do tipo de acesso utilizado e, principalmente, está de acordo com às metas definidas pela Anatel de fornecimento de IPv6. Além disso, fornecerá banda larga para todos os assinantes do serviço, em uma abordagem dual stack. Desta forma, já está preparado para o futuro, porém, sem sofrer impactos, mantendo a conectividade atual em paralelo. Ambos os protocolos são entregues para o cliente e há uma convivência entre, garantindo assim que o usuário final não sofrerá qualquer tipo de impacto ou interrupção dos seus serviços de conectividade.